Dispositivos móveis: a interface com o mundo

Republicação de Boris Kuszka:

Todos vocês já devem ter se deparado com as estatísticas mais recentes de queda de venda de PCs (desktops) com a vinda de telefones inteligentes (smartphones), tablets, híbridos de tablet e smartphone, Ultrabooks, e-readers com acesso à internet, etc. Isso é na verdade o que a indústria está definindo no meio corporativo de BYOD (Bring Your Own Device, ou traga o seu próprio dispositivo), ou seja, você escolhe a forma como quer acessar os seus aplicativos: usar seu banco, comprar ingressos, fazer compras em geral e até mesmo acessar os sistemas da empresa em que trabalha com o seu dispositivo móvel.
O acesso via dispositivos móveis pode ser analisado por meio de duas visões: a corporativa e a privada. Apesar do dispositivo ser o mesmo que você usa para acessar sua empresa e seus dados pessoais, as formas como isso se desenvolveu em cada um dos casos foram bem distintas.

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A visão corporativa

Como chegamos no BYOD? Vale voltarmos alguns anos para revermos como isso evoluiu e como isso impacta em termos de inovação.

Nos anos 60 até 80, na era dos mainframes, o acesso era feito por meio dos terminas síncronos, de tamanho e peso gigantescos, normalmente de fósforo verde, sem gráficos. Todo processamento era centralizado no data center, o que permitia um controle total para quem administra os sistemas, mas com pouquíssima flexibilidade. Se por qualquer razão você precisasse acessar qualquer sistema, tinha que correr para o escritório/fábrica e chegar ao terminal para acessar os aplicativos da empresa.

No final dos anos 80, surgiram os equipamentos baseados em processador RISC e sistema operacional UNIX, e foi aí que começou a era do downsizing, que foi a migração do mainframe para equipamentos baseados em padrões abertos, os chamados “Open Systems”, principalmente por razões de custos e possibilidade de ficar um pouco menos dependente do fabricante; afinal de contas, o UNIX prometia uma plataforma aberta e intercambiável, coisa que nunca aconteceu em sua plenitude. E esforços de migração entre UNIX continuam ocorrendo até hoje. Nessa época, o acesso era feito por terminais assíncronos, o que pelo menos nos dava a opção de acesso via MODEM (acesso pela linha telefônica) e assim, de forma ainda mais interessante, começou uma nova arquitetura computacional chamada de cliente-servidor, na qual o acesso era feito por um PC – uma parte da aplicação rodava nesse PC e outra no servidor.

Isso durou até o final dos anos 90, quando veio a internet, a plataforma Java (rode seu aplicativo de qualquer dispositivo, de qualquer lugar, com segurança” dizia o slogan do Java, coisa que em larga escala efetivamente começamos a ver hoje em dia). O famoso slogan da falecida Sun Microsystems finalmente começou a fazer sentido: “a rede é o computador”. Arquiteturas novas que permitiam acessar os servidores do data center via navegadores (na época tínhamos principalmente o Netscape e o Internet Explorer) e, para os sistemas legados, havia o acesso via VDI (desktop virtual) em que você mostrava a tela do aplicativo via outros dispositivos, como PCs, “thin clients” e, com algumas restrições, celulares.

Boris Kuszka é o Diretor dos Arquitetos de Solução da Red Hat. Possui 22 anos de experiência em tecnologia da informação, sempre atuou na área de Open Systems passando por empresas como IBM, Sun Microsystems, Nokia, Oracle, HP e NetApp. É formado em Engenharia Eletrônica pela Politécnica/USP e especializado em diversos cursos e treinamentos na área de TI.

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Sencha Touch 2 + Xcode + PhoneGap – Parte 2

Esta é a parte final do tutorial. Na primeira parte criamos o projeto PhoneGap no Xcode e o executamos no iPhone Simulator. Nesta etapa iremos adicionar o Sencha Touch 2, que nada mais é que um zip. Vamos descompactá-lo em algum lugar. Eu descompactei o meu na raíz da pasta Documents. Renomeie a pasta sencha-touch-2.0.1.1 para apenas touch, apenas por questões de padronização.

Mão na massa

Aponte o Terminal para a pasta touch e execute o comando que irá criar o esqueleto do projeto Sencha que iremos importar para o nosso projeto que foi criado na primeira parte do tutorial:

sencha generate app app ../PastaComNomeQualquer/www

Obs: pouco importa o nome da pasta, pois utilizaremos somente o conteúdo da pasta www gerada pelo sencha pelo comando acima. Leia o resto deste post »


Sencha Touch 2 + Xcode + PhoneGap – Parte 1

Sencha Touch é o primeiro framework que reune os pradrões HTML5, CSS3 e JavaScript para criar aplicativos móveis. Ele permite que desenvolvedores de software construam projetos que utilizam componentes nativos de plataformas como iPhone, Android e BlackBerry sem obrigatóriamente conhecer as linguagens Objective-C e Java.

O framework disponibiliza uma extensa biblioteca de widgets, diversos efeitos de transições CSS, além de ter uma interface amigável e intuitiva. Através do HTML5 é possível construir componentes que utilizam áudio e vídeo, e persistir dados offline com o localStorage.

Em termos de performance existe diferença entre os dispositivos iOS e Android, haja vista que o hardware da Apple conta com uma GPU que roda o Safari com o modo de aceleração GPU habilitado. A maioria dos dispositivos Android não contam com GPUs dedicadas, e por consequência não compilam o WebKit com este modo de aceleração habilitado. Usuários Android terão melhor experiência em celulares com poder computacional mais elevado.

O framework é impressionante e fácil de ser utilizado, mas o que mais me chamou a atenção foi a documentação no site. Como desenvolvedor confesso que não lembro de ter visto uma documentação tão completa como a do Sencha. O nível de detalhes e informações disponibilizadas são de surpreender qualquer desenvolvedor. O fórum oficial é bem movimentado e as dúvidas postadas lá geralmente são respondidas por engenheiros, arquitetos e desenvolvedores do próprio framework.

Vamos precisar de:

Criando o projeto

Com o Xcode aberto clique em File –> New –> Project. Escolha a seguinte opção:

Clique em Next. Escolha um nome para a projeto:

Clique em Next.

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